ACLU tenta impedir Trump de obter do Facebook dados de opositores

Mandel Ngan / AFP

Washington, Estados Unidos – A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) apresentou na quinta-feira (29/9) uma demanda para impedir que a Casa Branca obtenha dados privados de, eventualmente, milhares de usuários do Facebook hostis ao presidente Donald Trump.

Em fevereiro, depois da posse de Trump em 20 de janeiro, o governo solicitou ao Facebook dados sobre três usuários que considerava ativistas contrários ao novo presidente. A página de um deles, chamada “DisruptJ20”, com debates sobre manifestantes contrários à posse, foi visitada por milhares de usuários da rede social, cujas identidades seriam entregues ao governo se o Facebook atendesse a reclamação
A ACLU apresentou uma demanda a um tribunal de Washington com o objetivo de anular os pedidos ou restringi-los, com base em seu caráter “excessivo” e afirmando que violam a quarta emenda constitucional que proíbe investigações abusivas.
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De acordo com a demanada, o alcance da informação solicitada permitiria ao governo ter acesso não apenas aos dados relacionados com os três usuários mencionados, mas também a terceiras partes, incluindo mensagens privadas e opiniões sobre uma gama de temas políticos ou sociais.
A princípio, os três usuários envolvidos não foram informados sobre as demandas porque estavam acompanhadas por uma ordem de sigilo, que o governo suspendeu após uma apelação em meados de setembro.
Os dados reclamados compreendem o período de 1º de novembro de 2016, uma semana antes da eleição presidencial, até 9 de fevereiro de 2017. Os advogados da Casa Branca apresentaram uma demanda similar ao site DreamHost, também bloqueada na justiça atualmente.
ACLU tenta impedir Trump de obter do Facebook dados de opositores
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