Ativistas de Hong Kong homenageiam dissidente chinês Liu Xiaobo

(foto: Philip Fong/AFP)(foto: Philip Fong/AFP)

Hong Kong, China – Militantes pró-democracia de Hong Kong puseram, nesta sexta-feira (13/7), fitas pretas na frente do escritório de representação do governo chinês na ex-colônia britânica para marcar o primeiro aniversário da morte do dissidente chinês e Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo.
Xiaobo, que participou dos protestos na Praça Tiananmen em 1989, foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão por “subversão”, por ter assinado uma convocação por eleições livres na China. Morreu em 13 de julho de 2017. 
Dezenas de militantes se reuniram diante do escritório, pendurando uma foto de Liu Xiaobo na parede, antes de uma manifestação prevista para acontecer à noite.
O aniversário de sua morte é relembrado poucos dias depois de a viúva do dissidente, a poetisa Liu Xia, ter deixado a China rumo a Berlim, após passar oito anos em prisão domiciliar.
No protesto de hoje, os manifestantes também pediram a libertação de Qin Yongmin, outro veterano dissidente, condenado na quarta-feira na China a 13 anos de prisão, depois de já ter passado 22 anos detido.
O governo chinês “libertou Liu Xia na terça e levou Qin Yongmin preso na quarta”, declarou Leung Kwok-hung, figura da luta pela democracia em Hong Kong. “A libertação de Liu Xia era uma forma de enganar a gente”, completou.
Ativistas de Hong Kong homenageiam dissidente chinês Liu Xiaobo
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