Coreia do Norte diz que inclusão em lista de terrorismo é provocação

SAUL LOEB AND Ed JONES/ AFP /


Seul, Coreia do Sul –
A Coreia do Norte caracterizou nesta quarta-feira (22/11) de “grande provocação” sua inclusão na lista americana dos “patrocinadores do terrorismo”, advertindo que as sanções jamais a forçarão a abandonar seu programa de armas nucleares.

“Nosso exército e nosso povo estão cheios de raiva e ira contra os atrozes gangsters que se atreveram a colocar o nome de nosso país sagrado nessa miserável lista de terrorismo”, afirmou a agência estatal de notícias KCNA, citando um porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
“Enquanto os Estados Unidos continuarem com sua política hostil contra a Coreia do Norte, continuaremos reforçando nossa força de dissuasão”.
O presidente Donald Trump anunciou na segunda-feira a designação da Coreia do Norte como Estado patrocinador do terrorismo, em um novo passo para fortalecer o isolamento internacional do governo de Pyongyang.

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“Os Estados Unidos designam a Coreia do Norte como Estado patrocinador do terrorismo. Isso deveria ter ocorrido há tempos”, afirmou Trump na Casa Branca. Ele acrescentou que o governo norte-coreano “apoiou repetidamente atos de terrorismo internacional”.

Mais tarde, entretanto, o secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou que os Estados Unidos ainda têm “esperança” de que a diplomacia funcionará para conter a escalada de tensões com Pyongyang. “Ainda temos esperança na diplomacia”, disse Tillerson, que acrescentou que, no entanto, Washington “continuará fazendo pressão sobre a Coreia do Norte para convencer outros países a adotarem ações por conta própria”.
A Coreia do Norte já havia sido incluída nesta lista em 1988 pelo governo de Ronald Reagan por causa da derrubada de um avião sul-coreano no ano anterior, mas foi retirada em 2008, durante a administração de George W. Bush.
Atualmente nesta lista figuram apenas o Irã, o Sudão e a Síria. Cuba foi retirada em 2015. A inclusão da Coreia do Norte representa a adoção de novas sanções “em apoio a nossa campanha de pressão máxima para isolar esse regime assassino”, afirmou o presidente americano.
Em breve, segundo ele, o departamento do Tesouro anunciara uma nova e forte sanção contra a Coreia do Norte. Trump afirmou que a Coreia do Norte “deve por fim a seu programa ilegal de desenvolvimento de mísseis balísticos e cessar todo o apoio ao terrorismo internacional”.
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