Cuidadora atacada por tigre pode perder emprego por ‘irresponsabilidade’

East2WestMews/Divulgação Como tudo aconteceu no momento em que o zoo estava aberto para visitação, diversas pessoas não só presenciaram o ataque, como também fotografaram a ação

A cuidadora de zoológico que foi atacada por um tigre siberiano após a grade da jaula do animal ser deixada aberta por engano na cidade de Kalinigrad, na Rússia, falou pela primeira vez sobre a situação que a deixou frente à frente com a morte. Nadezhda Srivastava, de 44 anos, tem três filhos e ficou conhecida mundialmente após a foto do animal a atacando viralizar nas redes sociais. Como tudo aconteceu no momento em que o zoo estava aberto para visitação, diversas pessoas não só presenciaram o ataque, como também fotografaram a ação.
“Ele se aproximou de mim muito calmamente. Eu não esperava e não tive nenhum tempo de reagir nem de correr”, afirmou a mulher em entrevista publicada no jornal britânico Daily Mail. Ela disse que ainda tentou gritar com o animal para fazê-lo correr, sem sucesso. “Foi como se eu estivesse em um sonho. Não conseguia entender o que estava acontecendo. Taifun me empurrou no chão, não estava rosnando nem parecia furioso, só estava me mordendo”, comentou a funcionária que trabalha no local há 25 anos.
Ela tentou ganhar tempo oferecendo as mãos e braços ao animal para que ele evitasse morder sua jugular. O tempo todo, a mulher tinha noção de que os visitantes a assistiam. “Ouvi alguém gritando para eu pegar um pedaço de pau e bater nele, mas eu sabia que nenhum pedaço de pau poderia me salvar. Eu não conseguia responder. Não sabia se ele estava apenas brincando, mas foi muito agonizante. Tentava fazer o possível para controlar cada movimento dele”, detalhou. Segundo Nadezhda (nome que significa esperança em russo), ela só conseguia pensar nos três filhos, dois meninos mais velhos, com 18 e 13 anos, e uma menina de apenas seis. A mulher só foi resgatada quando visitantes distraíram o felino jogando uma série de objetos, como mesas e cadeiras. “Nesse momento juntei todas as minhas forças e andei rapidamente até o quarto de segurança, fechei duas portas e abri mais outra para que pudessem me encontrar. Deitei no chão e tudo doía, especialmente minhas costas. Foi aí que percebi que estava viva”, explicou.
A mulher fraturou algumas vértebras e costelas, quebrou dedos e teve lacerações nas duas mãos, mas não vai ficar com nenhuma sequela. Ela não sabe se voltará ao zoológico, já que a administração do local a culpou por ter esquecido a jaula aberta e pode entrar na justiça contra ela pela “grotesca violação das medidas de segurança”. Mesmo com o problema, ela espera retornar ao local onde passou mais da metade da vida. “Eu amo todos os meus animais, principalmente a ursa Ashley, a criei desde que nasceu”, comentou. Só o fim do inquérito aberto pela instituição decidirá o futuro da funcionária.
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