Donald Trump visita Flórida nesta quinta-feira após passagem do Irma

Nicholas Kamm / AFP Donald Trump, fala à imprensa antes de partir da Casa Branca para a Flórida

 Miami, Estados Unidos – O presidente Donald Trump visita a Flórida nesta quinta-feira (14/9), estado castigado pela tempestade tropical Irma e de luto após a morte de oito moradores de um lar para idosos. Com esses novos óbitos, sobe para 20 o número de mortos – direta, ou indiretamente – pela passagem de Irma. Nas ilhas caribenhas, Irma deixou pelo menos 41 vítimas letais, sendo dez em Cuba.

Trump, sua mulher, Melania, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, são esperados na costa oeste da Flórida, a zona mais afetada pela tempestade. Depois de uma reunião em Fort Myers sobre as operações de socorro, eles irão a Naples, onde se reúnem com vítimas, informou a Casa Branca.
O presidente anunciou sua visita no domingo, repetindo viagem já feita ao Texas, estado atingido pelas inundações decorrentes do furacão Harvey no final de agosto. Agora, com a melhora no tempo e o céu se abrindo, a Flórida sofre com a alta umidade e uma temperatura de mais de 30°C.

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Segundo autoridades locais, a morte dos oito residentes da instituição para idosos em Hollywood, com idades entre 70 e 99 anos, “parece ligada à ausência de eletricidade durante a tempestade e, portanto, à falta de ar-condicionado”, declarou o chefe de Polícia de Hollywood, Tomas Sanchez, em entrevista coletiva.

Os outros 115 idosos foram hospitalizados, alguns com desidratação, ou problemas respiratórios. “Essa situação é inimaginável”, afirmou o governador da Flórida, Rick Scott. “Caso se constate que pessoas não agiram no melhor interesse dos pacientes, vamos responsabilizá-las com todos os recursos permitidos por lei”, prometeu.
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Investigações foram abertas para esclarecer as condições em que os óbitos ocorreram. Mais de quatro milhares de casas e empresas continuavam sem energia na quarta-feira (13/9)nesse estado, onde vive um grande número de idosos.
“O mais duro não é não ter luz, nem água. É não saber quando vai voltar”, desabafou Stasia Walsh em conversa com a AFP, uma senhora na faixa dos 70 anos que vive em Naples. “Foi violento. É o tipo de situação que você se pergunta se vai sair dela”, relatou Daniel Drum, de 67, morador de Cudjoe Key, uma das ilhotas do conjunto Florida Keys.
Daniel Drum permaneceu em casa durante a passagem do Irma, mas outros que deixaram a região começaram a voltar na quarta-feira, após a reabertura da estrada que leva a Key West, no extremo desse arquipélago. Segundo a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), 85% das casas foram destruídas, ou danificadas, nessa região.
Na pequena cidade, equipes de socorro distribuíam comida para os moradores, que faziam longas filas nas ruas. “Vai levar meses, talvez anos, para limpar tudo isso”, lamentou o morador Bryan Holley, entrevistado pela rede NBC. Embora tenha escapado do pior, o aeroporto de Miami ainda continuava funcionando com 50% de sua capacidade.
Como acontece com frequência nos EUA após as catástrofes, dezenas de celebridades participaram na terça-feira à noite de um programa especial destinado a angariar recursos para as vítimas dos furacões Harvey e Irma. Foram arrecadados US$ 44 milhões.
Contando com a participação do cantor Justin Bieber, dos atores George Clooney, Robert de Niro e Julia Roberts, entre outros famosos, a maratona televisiva também serviu de plataforma para críticas ao presidente Donald Trump e à sua recusa a reconhecer a realidade das mudança climáticas. “Quem quer que acredite que o aquecimento global não existe deve ser cego, ou idiota”, afirmou o cantor Stevie Wonder.
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