“É catastrófico”, diz prefeito sobre tragédia com crianças em creche em MG

Divulgação Sala onde o vigia ateou fogo nas crianças

“Eu nunca vi uma guerra, mas a situação aqui parece ser igual. É catastrófica”. Foram com essas palavras que o prefeito Carlos Isaildon Mendes (PSDB), de Janaúba, na Região Norte de Minas, resumiu a tragédia na creche Gente Inocente. O vigia da instituição, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, ateou fogo no próprio corpo na manhã desta quinta-feira, e, em seguida, abraçou estudantes. Cinco pessoas morreram, sendo quatro crianças e uma professora, e outras 21 ficaram feridas. 
Desde de que aconteceu o crime, o prefeito informou que mobilizou todo o Estado para ajudar no atendimento das vítimas. Além disso, conta que a solidariedade de outros administradores municipais ajudaram. “Primeira coisa que fiz foi acionar o Governo do Estado, que disponibilizou toda a estrutura possível para ajudar, como Helicópteros e hospitais. Prefeitos de cidades vizinhas disponibilizaram ambulâncias e o estoque de medicamentos para queimados”, afirmou Carlos Isaildon.
O prefeito foi para unidade de saúde da cidade que recebeu as vítimas para prestar auxílio. “O hospital está complicado. Fui para lá imediatamente por causa do desespero dos familiares. É uma situação complicada. A polícia começou a investigar para tentarmos entender o que aconteceu”, explicou o administrador municipal. “Nossa preocupação inicial foi atender as vítimas. Todos os médicos e enfermeiros da cidade foram colocados à disposição”. 

Pedido de ajuda

Mesmo com a mobilização do estado e de cidades vizinhas, Janaúba precisa de doações. “Estamos precisando principalmente de medicamentos para queimados, pomadas, luvas cirúrgicas e tudo que pode nos ajudar nos tratamentos das vítimas”, comentou Mendes. Segundo o prefeito, em Belo Horizonte, os materiais podem ser entregues na viação Pássaro Azul, localizado na Rua Guaicurus, 1.600, em frente ao posto do INSS. Um ônibus sai diariamente da capital às 19h30 em direção a cidade do Norte de Minas. 

Como aconteceu

O prefeito afirmou que o vigia que provocou a tragédia trabalha na prefeitura da cidade desde 2008 e não tinha nenhum registro de ocorrência em seu currículo. Segundo o administrador municipal, Damião estava de férias e foi ao local para entregar um atestado médico. Porém, por causas ainda desconhecidas, cometeu o crime que terminou na morte de cinco pessoas, sendo quatro crianças e uma professora, e provocou ferimento em outras 21 pessoas.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Janaúba, Damião chegou à creche com uma mochila rosa nas costas. Ao tocar a campainha, funcionários teriam achado estranho a presença do vigia fora do horário de trabalho, mas ele teria dito que iria entregar um atestado médico à direção da unidade. 
Ainda segundo a assessoria, Damião levava na bolsa um líquido inflamável, possivelmente álcool ou gasolina, que usou para atear fogo no próprio corpo. Funcionários informaram ainda que ele abraçou crianças que também começaram a ter os corpos incendiados. A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável.
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