Eleições que definirão novo presidente em Angola transcorrem normalmente

Joost de Raeymaeker/EPA/Lusa Integrante da Comissão Nacional Eleitoral confere documento de cidadã durante a votação em Luanda, Angola

Cidadãos em Luanda, no distrito Urbano do Rangel, já votam desde as primeiras horas desta quarta-feira (23/8), nas quartas eleições em Angola. O processo de votação começou bem e convoca os cidadãos à  adesão maciça ao voto. Será escolhido o sucessor do presidente José Eduardo dos Santos, que está há 38 anos no poder.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).
O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições gerais de 2012.
Na Assembleia de Voto nº 1.000, onde funcionam duas mesas de voto, o presidente da assembleia, Edilson Júlio, prevê se sejam atendidos mais de mil cidadãos.”O trabalho decorre na normalidade, começamos às 7h [hora local] com a votação inicial dos membros da mesa da assembleia, operadores logísticos, delegados de lista e agora, como pode ver, já estamos a atender os cidadãos aqui desta zona e em cada mesa temos cinco cadernos eleitorais”, disse.
De acordo com Edilson Júlio, marcam presença igualmente os delegados de lista das seis forças políticas concorrentes a estas eleições. “Já tivemos aqui também a presença de um observador nacional e não temos qualquer anomalia a registar”. “Não há qualquer problema administrativo, técnico e logístico e decorre na normalidade”, acrescentou.
Angola realiza hoje as quartas eleições, às quais concorrem o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).
A Comissão Nacional Eleitoral de Angola constituiu 12.512 assembleias de voto, que incluem 25.873 mesas de voto, algumas a serem instaladas em escolas e em tendas por todo o país, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda. Estão aptos a votar 9.317.294 eleitores.
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