Empresa onde trabalhava brasileira morta por policiais vai pagar traslado

Reprodução/Internet

A empresa onde trabalhava a brasileira Ivanice Costa, de 36 anos, vai arcar com os custos do traslado do corpo de Portugal ao Brasil. Ivanice foi morta em Lisboa na madrugada de quarta-feira (15/11), quando policiais atiraram no carro em que ela estava

 

“Estamos tratando disso. Estamos mobilizando as nossas atenções para repatriar o corpo”, disse uma fonte do grupo Moiagest, local onde Ivanice trabalhava, ao jornal português Diário de Notícias. A família de Ivanice Costa, mora no Paraná e manifestou não ter condições de pagar o translado do corpo. Ao mesmo jornal, a mão de Ivanice, Maria Luiza Costa, pediu: “Tragam a minha filha de volta”

 
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Em nota, o Itamaraty informou que não pode pagar pelo transporte do corpo. “De acordo com a lei brasileira, não há previsão orçamentária para traslado ao Brasil, com recursos públicos, de nacionais falecidos no exterior”, diz o texto.

 

Ivanice foi morar em Portugal há 17 anos. Ela e a mãe não se viam desde 2008, mas se falavam ao telefone com frequência. Segundo a imprensa portuguesa, a brasileira morava com o namorado português, um mecânico, que a levava de carro todo dia para o trabalho, em um restaurante no aeroporto.

 

Como não estava com a carteira de motorista regularizada, o namorado de Ivanice decidiu não obedecer o comando de policiais para parar em uma barreira na pista. Como o carro em que os dois estavam era parecido com o usado por assaltantes que estavam sendo procurados, o veículo acabou sendo o alvo de vários disparos. Mais de 20 balas acertaram o carro e uma delas acertou o pescoço da brasileira, que morreu na hora. 

 

Planos de acionar a Justiça 

 

Ao portal de notícias G1, uma tia da brasileira afirmou que a família planeja acionar a Justiça em busca de uma indenização do governo português e exigir que os culpados sejam punidos. O automóvel onde a brasileira estava foi atingido por mais de 20 disparos. 

 

Ela não tinha nenhum familiar na cidade e trabalhava em um restaurante no Aeroporto de Lisboa. O namorado dela, que conduzia o carro, foi detido por dirigir sem carteira de habilitação, desobediência e condução perigosa. A polícia instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

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