Ex-prefeito é alvo de operação que investiga desvio de verba em Foz

Polícia Federal/Divulgação Várias armas e munições foram apreendidas nas buscas

Novos mandados judiciais são cumpridos na manhã desta quinta-feira (24/8) na 7ª fase da Operação Pecúlio, que investiga uma organização criminosa acusada de desvio de recursos públicos na Administração Pública do Município de Foz do Iguaçu (PR) e na Câmara Municipal da cidade. Cerca de 80 agentes da Polícia Federal (PF) foram às ruas para cumprir 26 ordens, sendo 14 de condução coercitiva e 12 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados.
O ex-prefeito de Foz do Iguaçu Reni Pereira (PSB) é um dos alvos. A PF apura valores de plantões médicos fictícios que foram lançados em benefício de uma empresa credenciada junto à prefeitura. As remunerações foram utilizadas para complementar os salários de agentes públicos e, em alguns casos, burlavam o limite constitucional previsto para os servidores, inclusive do prefeito. 
Polícia Federal/Divulgação Arma com silenciador e munições

 

Durante a ação, a PF apreendeu várias armas, de diversos calibres, e munições. Imagens divulgadas pela corporação mostraram também a apreensão de HDs de computadores nos locais onde ocorreram as buscas.
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Esta fase da Operação Pecúlio dá continuidade à execução de medidas judiciais expedidas pela 3ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. Segundo a investigação da PF, entre 2014 e 2015 foram incluídos indevidamente plantões médicos fictícios lançados em benefício de empresa credenciada junto à Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. “Os respectivos valores eram utilizados para complementar a remuneração de agentes públicos – alguns casos para burlar o limite constitucional previsto para servidores da esfera municipal (subsídio do prefeito) –, e também remunerar pessoas sem vínculo direto com a administração.

Saiba mais

A PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal, já cumpriu 268 mandados judiciais em diversos estados da União,  no âmbito desta operação. 

A investigação estima prejuízos de aproximadamente R$ 4,5 milhões somente em algumas obras de pavimentação de Foz do Iguaçu, que foram submetidas a exame pericial. De acordo com PF, a péssima qualidade do material utilizado nas obras reduzia consideravelmente o tempo de vida útil destas.

Histórico

A primeira fase foi deflagrada em 19 de abril de 2016, quando a polícia investigava um grupo de pessoas que cometia irregularidades na prefeitura e na Câmara de Foz do Iguaçu-PR. Foram alvos o ex-secretário de Tecnologia da Informação e o ex-secretário de Planejamento. O então prefeito de Foz foi levado para depor sob condução coercitiva. Foram cumpridos 84 mandados.
Realizada em 3 de maio do mesmo ano, a segunda fase cumpriu sete mandados. De acordo com a PF, novas informações levaram os policiais às portas da Secretaria de Obras. Duas pessoas foram presas preventivamente: o ex-titular da pasta, e o ex-diretor de pavimentação.
Em uma ação para combater irregularidades em processos licitatórios de prestação de serviços na prefeitura, a terceira fase da operação foi deflagrda em 21 de junho de 2016, quando foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva  de diversos setores da administração. Em 14 de julho, um mandado de prisão foi cumprido na 4ª fase. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, decretou a prisão domiciliar e afastamento do cargo do prefeito da cidade. No final de outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão domiciliar do prefeito, mas manteve o impedimento político.
Na 5ª Fase, ocorrida em 15 de dezembro de 2016, foram cumpridos 78 mandados. Foram presos 12 dos 15 vereadores da cidade. Na 6ª fase, realizada no dia seguinte, mais 67 mandados foram expedidos e cumpridos.
Ex-prefeito é alvo de operação que investiga desvio de verba em Foz
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