França anuncia centros de triagem para demandantes de asilo na Líbia

 Michel Euler / AFP - 27/7/2017 Macron informou seu desejo de enviar missões do Escritório Francês para a Proteção de Refugiados e Apátridas (Ofpra) aos centros de controle de migrantes na Itália e na Líbia.

A França vai criar “a partir deste verão” (no hemisfério norte) centros de avaliação na Líbia para os candidatos a asilo – anunciou o presidente Emmanuel Macron nesta quinta-feira (27/7). “A ideia é criar ‘hotspots’ na Líbia, a fim de evitar que as pessoas assumam riscos loucos quando não forem elegíveis para asilo. Vamos procurar essas pessoas. Penso em fazer isso a partir deste verão – com, ou sem, a Europa”, frisou, durante visita a um abrigo de refugiados em Orléans, no centro da França.

“Os demais países europeus têm-se mostrado muito relutantes [à iniciativa]. Tentaremos fazer com a Europa, mas a França o fará de qualquer maneira”, garantiu. Macron também informou seu desejo de enviar missões do Escritório Francês para a Proteção de Refugiados e Apátridas (Ofpra) aos centros de controle de migrantes na Itália e na Líbia.

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Ele se referiu ainda à possibilidade de criação de centros de controle de requerentes de asilo no Níger. O Eliseu esclareceu as declarações do presidente, contudo, indicando que a criação desses centros “deve cumprir as condições de segurança”, o que não é o caso atualmente. “O objetivo é realizar uma análise preliminar das solicitações, em vez de deixar que as pessoas atravessem o Mediterrâneo, colocando suas vidas em perigo”, apontou a Presidência.

O anúncio de Macron é feito dois dias depois de ter recebido em Paris dois líderes de facções rivais líbias que disputam o poder. Ambos concordaram com um cessar-fogo e com eleições que podem ser realizadas já no próximo ano. Seis anos após a queda do líder líbio Muammar Khaddafi, esse país, dilacerado por disputas de poder e pela violência, tornou-se o principal ponto da imigração ilegal para a Europa.
Desde o início de 2017, mais de 100 mil migrantes atravessaram o Mediterrâneo, partindo da costa da Líbia, para chegar à Europa, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Mais de 2.300 morreram afogadas nessa tentativa de travessia, de acordo com o mesmo organismo.
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