Houve ‘culpa dos dois lados’, diz Trump sobre violência em Charlottesville

JIM WATSON / AFP Trump em coletiva de imprensa para comentar sobre Charlottesville

 

O presidente americano, Donald Trump, reagiu com agressividade nesta terça-feira (15/8) a perguntas sobre sua reação à violenta marcha de supremacistas brancos realizada em Charlottesville, que terminou com uma mulher morta e 19 feridos, ao afirmar que houve “culpa dos dois lados”.
“Há dois lados em uma história”, disse Trump a jornalistas na Trump Tower, em Nova York, onde ele apresentava medidas para melhorar a infraestrutura do país.
Quando consultado sobre o motivo pelo qual esperou até a segunda-feira para condenar explicitamente os grupos de ódio e racistas presentes em Charlottesville no fim de semana, Trump disse que quis ser cuidadoso para não dar uma “declaração apressada” sem o conhecimento de todos os fatos.
Ele chamou o suposto simpatizante nazista, que jogou o próprio carro contra manifestantes antirracismo – um ataque que matou uma mulher – de uma “desgraça para si próprio, sua família e seu país”.
Diante da avalanche de perguntas, Trump justificou a sua primeira declaração.

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“Observei atentamente, muito mais atentamente do que a maioria das pessoas. Havia um grupo de um lado que era agressivo e outro grupo do outro lado que também era muito violento. Ninguém quer dizer”, afirmou.

“O que dizer da ‘esquerda alternativa’ que atacou a ‘direita alternativa’, como vocês dizem? Eles não têm nenhuma parcela de culpa? Têm um problema? Eu acho que sim”, lançou.
“Eu critiquei os neonazistas, mas todos os que estavam lá não eram neonazistas ou supremacistas brancos”, acrescentou, reiterando que foi “um dia terrível”.
Trump também defendeu o polêmico estrategista-chefe da Casa Branca, o ultradireitista Steve Bannon, ao afirmar: “Eu gosto de Bannon. Ele é meu amigo, é um homem bom, não é racista”.
No sábado, centenas de pessoas se reuniram em Charlottesville para participar ou protestar contra a “Marcha da Direita Unida”, que rapidamente resultou em confusão, apesar da forte presença de agentes antidistúrbios e tropas da guarda nacional.
A vítima, Heather Hayer, de 32 anos, morreu quando um automóvel atropelou intencionalmente uma multidão de manifestantes que se opunham à marcha.
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