Maduro anuncia que fará viagem pela Rússia, Bielo-Rússia e Turquia

 Juan Barreto / AFP - 31/7/2017 O anúncio da viagem é feito em um momento de confrontação entre o governo dos Estados Unidos e Maduro, após Washington impor sanções a Caracas pela repressão a opositores

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (3/10) que fará uma viagem por Rússia, Bielo-Rússia e Turquia, considerada por ele de alto nível estratégico, centrada em energia, agricultura, comércio e defesa. Em território russo ele deve participar como convidado especial de um evento internacional de energia, antes de se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.

Sem dar mais detalhes, Maduro afirmou que a reunião com Putin é “muito importante para o futuro da cooperação financeira, tecnológica, agrícola, comercial e militar entre a Rússia e a Venezuela”. Como seu antecessor Hugo Chávez, Maduro forjou uma relação estreita com Moscou. Nos últimos anos, Caracas fez compras milionárias de helicópteros, caças y fuzis Kalashnikov, além de fechar com a empresa russa Rosneft uma série de acordos em matéria energética e de cooperação para produzir petróleo.
Leia mais notícias em Mundo
A fim de reforçar seus vínculos com a Bielo-Rússia, o líder venezuelano tem na agenda um encontro em Minsk com o líder do país, Alexandr Lukachenko.
O anúncio da viagem é feito em um momento de confrontação entre o governo dos Estados Unidos e Maduro, após Washington impor sanções a Caracas pela repressão a opositores. Em setembro, os EUA proibiram transações em bônus emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). As medidas ainda proíbem operações com certos bônus em poder do setor público e o pagamento de dividendos ao governo venezuelano pela Citgo, filial americana da PDVSA, o que restringe bastante as fontes de financiamento do país.
Maduro anuncia que fará viagem pela Rússia, Bielo-Rússia e Turquia
Rate this post
Começa julgamento do ex-vice-presidente de Cristina Kirchner na Argentina
Putin pede relações 'previsíveis e mutuamente benéficas' com EUA