Merkel reconhece divergências nas negociações para coalizão no governo

 Michael Kappeler/ AFP / DPA


Berlim, Alemanha –
A chanceler Angela Merkel reconheceu nesta quinta-feira (16/11) a existência de “divergências profundas” entre conservadores, liberais e ecologistas que tentam chegar a um compromisso para formar um governo na Alemanha, medida sem a qual o país poderia ser obrigado a convocar eleições antecipadas.

“Há divergências, diferenças profundas (…) é um trabalho difícil, um trabalho muito complicado”, disse aos jornalistas antes do último dia de negociações, quase dois meses depois das eleições legislativas que não resultaram em uma maioria absoluta.

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“Acredito que podemos conseguir, eu tenho a vontade de conseguir, msemo sendo um trabalho difícil”, completou Merkel, demonstrando um otimismo razoável.

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Depois de semanas de negociações a portas fechadas, marcadas por disputas e ataques públicos recíprocos, os conservadores de Merkel (CDU), seus aliados bávaros (CSU), os liberais do FDP e os Verdes não chegaram a nenhum acordo sobre os temas mais polêmicos.
Tanto na tributação alemã como na reforma da União Europeia, os objetivos climáticos ou na política migratória, os partidos defendem posições às vezes diametralmente opostas. Merkel, que busca o quarto mandato de chanceler consecutivo, estabeleceu a data limite de 16 de novembro para chegar a um acordo de princípio para a formação do próximo governo nas negociações preliminares.
Se a meta for alcançada – e as conversações podem continuar até a noite – terá início uma negociação para um “contrato de coalizão”, que até o fim de ano deve definir a composição do Executivo e estabelecer um programa de governo detalhado.
Em caso de fracasso, e sem maioria alternativa na Câmara Baixa do Parlamento, é provável que sejam convocadas eleições antecipadas nas próximas semanas. Neste caso, Merkel não tem a garantia de seguir na liderança de seu grupo político.
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