Não é possível proteger o meio ambiente global sem o Brasil, diz professor

Renato Souza/C.B./D.A. Press Durante uma conferência sobre as unidades de conservação no Brasil, realizada pela Andi Comunicação e Direitos, em São Paulo, o professor Bráulio destacou que é importante expandir unidades de conservação ambiental para o Cerrado e outros biomas brasileiros
Em meio ao debate sobre as mudanças climáticas, o Brasil ganha cada vez mais importância na agenda global em torno do meio ambiente. O professor Bráulio Dias, ex-secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, e docente da UnB, destaca que o nosso país tem papel fundamental para que a humanidade atinja as metas de proteção ambiental. “Em 2020 as metas para parar as mudanças climáticas serão atualizadas na China. Mas não é possível atingir essas metas sem o Brasil. Temos aqui a maior biodiversidade do mundo. Se a gente fracassar em proteger o meio ambiente, vamos levar o resto do mundo para o buraco”. 
No território brasileiro com já foram catalogadas mais de 160 mil espécies de animais e plantas. A comunidade científica estima que esse número corresponde apenas a 10% de todas as espécies existentes em território nacional. No entanto, existe o risco de que muitas espécies desapareçam sem que sejam descobertas. No orçamento de 2017, o governo federal cortou 43% da verba destinada ao Ministério do Meio Ambiente. Dos R$ 782 milhões previstos no orçamento para custeio e investimento, sobraram 446,5 milhões de reais para serem investidos no setor.
Durante uma conferência sobre as unidades de conservação no Brasil, realizada pela Andi Comunicação e Direitos, em São Paulo, o professor Bráulio destacou que é importante expandir unidades de conservação ambiental para o Cerrado e outros biomas brasileiros. “A maior parte das unidades de conservação estão atualmente na Amazônia. É importante preservar também áreas da Mata Atlântica e do Cerrado, por exemplo , que são ambientes extremamente ameaçados pelo avanço da degradação e agropecuária. O Brasil tem melhorando em muito em questão de consciência ambiental, por conta dos jovens. No Cerrado, a taxa de desmatamento é o dobro da Amazônia’, destaca o professor.
No mês passado a Noruega informou que vai cortar pela metade os repasses para o Fundo da Amazônia, destinado a proteção do meio ambiente no Brasil. A medida ocorre após ambientalistas apontarem um aumento de 58% na destruição das florestas brasileiras. O governo norueguês já destinou U$ 1,1 bilhão ao fundo. Caso o combate ao desmatamento avance, os investimentos serão retomados. O anúncio deixou o presidente Michel Temer em uma saia justa, quando visitava a capital norueguesa.
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