No Dia de Combate à Hipertensão, equipes realizam campanhas pelo país

(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)

 

No Dia Mundial de Combate à Hipertensão comemorado nesta quinta-feira (17/5), a Sociedade Internacional de Hipertensão realiza ao longo do dia e do mês uma campanha de medição da pressão arterial da população com a participação de 600 médicos em todo o país. O objetivo é chamar a atenção para a prevenção como a maneira mais eficaz de reduzir os riscos da doença, adotar a difusão de novos tratamentos, além de criar um banco de informações sobre o perfil da pressão arterial da população mundial. 
A divulgação dos novos conceitos de tratamento da hipertensão são baseados na Sétima Diretriz Brasileira de Hipertensão (2016) e do Guideline Latino-Americano de 2017. Segundo o cardiologista Eduardo Costa Duarte Barbosa, presidente da Latin American Society Hypertension (LASH) e coordenador da campanha do MMM18 no Brasil, o tratamento com pessoas consideradas de alto risco deve ser iniciado mesmo que elas não sejam classificadas como hipertensas. Há também a opção do paciente de fase I com baixo risco de combinar dois remédios em um único comprimido, reduzindo os efeitos colaterais por possuírem dosagem menor.
O Mês da Medida da Pressão Arterial (MMM) foi lançado em 2017. Nesse período, 1 milhão e 200 mil pessoas no mundo tiveram a pressão aferida na campanha. No Brasil, o ato atingiu 12.000 pessoas. A meta em 2018 é de pelo menos 20.000 pacientes. As informações recolhidas integrarão ainda um banco de dados sobre o perfil da pressão arterial dos brasileiros. Eles serão repassados para a Sociedade Internacional de Hipertensão, que apresentará os números mundiais em um congresso que ocorrerá em setembro, em Pequim, na China. A partir dos dados mundiais é possível saber a média da pressão da população, analisar os fatores de risco de cada região e os países poderão trabalhar de acordo com essas características.
Em alguns locais do Brasil, como Goiânia e no Distrito Federal  já houve campanhas. O cardiologista Eduardo ressalta a importância do acompanhamento da pressão.
“No mundo todo a população conhece os riscos e os malefícios da pressão alta, como infarto, derrame e isquemia cerebral. Todo mundo sabe, mas não verificam a pressão. Nessas campanhas, conseguimos orientar os pacientes a procurarem o posto de saúde e iniciar o tratamento. Todos devem medir a pressão pelo menos uma vez ao ano”.
Segundo ele, também pode-se utilizar um aparelho automático para acompanhar a pressão em casa ou ainda recorrer aos postos de saúde, que fazem verificação de rotina. 
“A pressão ideal é de 12.8. Acima disso é pré-hipertensão e acima de 14.9 é hipertenso. A prevalência da hipertensão é maior entre as mulheres, cerca de 24%. E é o maior fator de risco que leva a mortalidade e sequelas. Com o diagnóstico precoce podemos diminuir os índices e evitar os danos”, ressalta.
Segundo dados do Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), 36 milhões de pessoas no Brasil possuem pressão alta. O equivalente a 32,5% da população. sendo mais de 60% de idosos. Desses, apenas 50% sabem que têm a doença e procuram tratamento.  
Cardiologista da SBH, Luiz Bortolotto observa que a hipertensão não tem cura e o tratamento é para a vida toda. “É preciso adotar hábitos de vida saudáveis, evitar o consumo de sal e álcool, praticar exercícios físicos, cuidar do peso e da alimentação e tentar evitar o estresse”, finaliza.
Segundo dados da Vigitel do Ministério da Saúde, de 2015 para 2017 houve um aumento de 17% da incidência da doença no país. 
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