Novo chefe de gabinete de Donald Trump toma posse

Jim Watson/AFP

Washington, Estados Unidos –O presidente americano, Donald Trump, assistiu nesta segunda-feira à cerimônia de posse de seu novo chefe de gabinete, John Kelly, nomeado como parte da remodelação de sua equipe após disputas internas e falta de resultados.

O presidente republicano aproveitou a ocasião para negar o caos que reina em sua presidência. “Não há caos na CB!”, garantiu, no Twitter, pouco antes de receber o juramento de Kelly.
Trump destacou ainda as “melhores estatísticas econômicas”, o “desemprego mais baixo em 17 anos”, um “aumento dos salários” e a “fronteira segura” dos Estados Unidos. 
Kelly, um general da reserva de 67 anos, ocupava até à data a pasta da Segurança Interna.
Trump o nomeou na sexta-feira para substituir Reince Priebus, que o acompanhava desde seu primeiro dia na Casa Branca.
Priebus, que foi durante vários anos presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, foi uma peça fundamental na formação do governo de Trump após as eleições de 2016, mas não resistiu à derrota no Congresso na semana passada da tentativa de derrubar a reforma da saúde de Barack Obama e às disputas internas no círculo mais próximo do presidente.
O destino de Priebus foi selado após a chegada de Anthony Scaramucci à Casa Branca como novo chefe de Comunicações.
Scaramucci chegou à conclusão de que Priebus era o principal responsável pela sequência de vazamentos à imprensa de informações da Casa Branca, inclusive comprometedoras.
O general Kelly “fará um trabalho espetacular, não tenho dúvidas, como chefe de gabinete”, declarou Trump nesta segunda-feira depois da cerimônia de posse no Salão Oval.
As mudanças conduzidas pelo presidente têm agradado alguns em Washington, assustados com um governo indisciplinado e exposto a vazamentos.
“Acredito que Kelly trará um pouco de ordem e disciplina”, declarou, no domingo, uma líder republicana, a senadora Susan Collins, à rede NBC.
O chefe de gabinete é encarregado pela agenda do presidente e é o funcionário mais importante da Casa Branca, decidindo quem terá acesso ao mandatário americano.
Desde que chegou ao poder, o governo de Trump tem sofrido com escândalos, e muitos questionam se Kelly será capaz de controlar, por exemplo, os tuites de Trump, que parecem alimentar as lutas internas entre as várias facções no governo.
Pressionado por uma investigação sobre os vínculos de sua equipe de campanha com a Rússia, Trump acusou na semana passada seu próprio procurador-geral, Jeff Sessions, de deslealdade, antes de afastar Priebus.
Desde que tomou posse em janeiro, Trump despediu vários funcionários, incluindo seu assessor de segurança nacional e o diretor do FBI, algo sem precedentes em tão pouco tempo de governo.
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