Novos protestos contra as reformas trabalhistas acontecem na França

Eric Cabanis / AFP Manifestação em Toulouse para protestar contra as reformas propostas pelo presidente francês Emmanuel Macron

Paris, França – Os opositores à reforma das leis trabalhistas promovida pelo presidente francês Emmanuel Macron voltam à sair às ruas nesta quinta-feira (21/9) para exigir o arquivamento do texto, que consideram uma regressão dos direitos dos trabalhadores.

“Estamos decididos, estas reformas não podem passar. É um verdadeiro drama para os jovens do país”, declarou Philippe Martinez, líder do sindicato CGT. Estão previstas marchas em várias grandes cidades do país, principalmente em Marselha, sudeste.
A CGT, um dos principais sindicatos franceses, estará na linha de frente das manifestações, na véspera da apresentação da reforma no conselho de ministros, para uma aplicação quase que imediata.
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Estes novos protestos acontecem uma semana depois que milhares de franceses – 200.000, segundo a polícia, e meio milhão, segundo os organizadores – se manifestaram em toda a França contra esta reforma que implicaria, segundo ele, uma “regressão social”.
Mas Macron não tem a intenção de ceder em relação a esta reforma, uma de suas principais promessas de campanha. A reforma trabalhista impulsionada por Macron inclui limitação ao máximo das indenizações aos trabalhadores em caso de conflito trabalhista ou a possibilidade de chegar a acordos trabalhistas nas empesas com menos de 50 empregados sem necessidade de que haja representantes sindicais.
O objetivo do governo é dar mais flexibilidade às empresas e incentivá-las a contratar mais para lutar contra o desemprego que afeta 9,5% da população ativa na França, mais que a média europeia de 7,8%.
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