Número de mortos passa de 50 em terremoto no México

AFP / Omar TORRES O terremoto provocou cortes de energia, interrupção das linhas telefônicas e do sistema de transporte público

O terremoto de 7.1 graus que sacudiu a capital mexicana nesta terça-feira (19/9) matou ao menos 50 pessoas, apenas no estado de Morelos, epicentro do terremoto, mas o número pode ser ainda muito maior. O governador de Morelos, Graco Ramírez, confirmou 42 mortos em sua jurisdição e seu contraparte do estado do México, Alfredo del Mazo, reportou à Milenio Televisión ao menos cinco mortos mais. Anteriormente, o presidente municipal de Puebla, epicentro do sismo, havia reportado duas vítimas fatais. O sismo provocou numerosos danos em vários edifícios da capital mexicana, além de cortes no fornecimento de energia e no serviço de telefonia. 

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O poderoso terremoto foi sentido fortemente na capital do país, onde se viveram cenas de pânico apenas duas horas após a população ter saído às ruas de todo o país numa simulação em recordação ao violento terremoto de 1985, que devastou a capital e deixou dezenas de milhares de mortos.

 

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O epicentro do sismo, registrado às 13h14 no horário local (15h14 em Brasília), situou-se 12 quilômetros a sudeste de Axochiapan, região central do país, a uma profundidade de 57 quilômetros, segundo o Serviço Sismológico Nacional. A imprensa local mostra imagens de edifícios parcialmente destruídos nas comunidades de la Condesa, la Roma e del Valle, assim como vazamentos de gás em várias zonas da capital. No estado de Puebla, também no centro, as torres da Igreja de Cholula desmoronaram.

 

O abalo sísmico ocorreu justamente no aniversário de 32 anos do maior terremoto que atingiu o país. O fenômeo devastou o México e matou milhares de pessoas, em 19 de setembro de 1985. Ironicamente, na manhã desta terça, horas antes do abalo, a Secretaria de Proteção Civil mexicana realizou uma simulação de um terremoto de magnitude 8.0, com epicentro em Guerrero. 

 

AFP / Alfredo ESTRELLA

“Estou consternada, não consigo conter o choro, é o mesmo pesadelo de 1985”, disse à AFP, entre lágrimas, Georgina Sánchez, de 52 anos, chorando em uma praça da Cidade do México. 

Na praça Cibeles, crianças com crise de pânico foram evacuadas da escola, enquanto os pais, angustiados, as buscavam em meio à multidão, constatou um jornalista da AFP.

“Estava caminhando pela (rua) Colima e as janelas começaram a se mexer. Vi as pessoas correndo, começaram a gritar. Ficou muito feio. Não queria me aproximar de nenhuma árvore. Tive que me jogar no chão”, contou Leiza Visaj Herrera, de 27 anos.

 

O terremoto acontece 10 dias depois de um outro grande tremor de terra no país, que aconteceu no estado de Chiapas, o mais pobre do México, e que deixou 100 mortos. 

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