Pesquisadores encontram mais de 300 novas espécies na Amazônia

divulgação/WWF

 

Pesquisadores encontraram mais de 380 novas espécies de animais e plantas na Floresta Amazônica. O estudo, conduzido pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a OnG WWF, explorou áreas ainda desconhecidas e regiões de reservas ambientais. De acordo com o estudo, foram descobertas 381 novas espécies de animais, sendo: 216 novas espécies de plantas; 93 de peixes; 32 de anfíbios; 19 de répteis; uma ave; 18 mamíferos; e dois mamíferos fósseis. Esses números indicam que, entre 2014 e 2015, cerca de 1 nova espécie de ser vivo foi descoberta na Amazônia a cada dois dias. 
Entre as novas espécies, está um macaco da cauda avermelhada e uma nova espécie de boto. Os ambientalistas destacaram que o macaco tem personalidade dócil. O primata recebeu o nome de macaco zogue-zogue- rabo-de- fogo (Plecturocebus miltoni). Uma ave descoberta durante o trabalho de campo recebeu o nome de Chico Mendes, em homenagem ao ambientalista que dedicou sua vida na luta contra a degradação do meio ambiente brasileiro.
A maioria dos animais e plantas estavam em regiões de reserva ambiental, ou próximas. Esse dado revela a importância das regiões preservadas para a proteção a fauna e a flora. Inclusive na região da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), que pode ser extinta por um decreto presidencial. O diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, João Valsecchi do Amaral, destacou que os novos conhecimentos trazidos por este relatório vão ajudar na identificação de áreas ou espécies que estejam sofrendo algum tipo de pressão, para o monitoramento dessa biodiversidade e para o estabelecimento de novas estratégias de conservação. “Para a conservação das espécies, é necessário saber quais são, quantas são e a sua distribuição. Essas são informações fundamentais para garantir que os processos ecológicos e evolutivos sejam compreendidos e permaneçam, de modo a assegurar a sobrevivência das espécies”, explicou.

Judicialização

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar um mandado de segurança que pede a suspensão do decreto que extingue a Renca, área de 4 milhões de hectares localizada entre Sul e Sudoeste do Amapá com o Noroeste do Pará. De acordo com a assessoria da corte, o mandado de segurança foi impetrado pelo deputado Glauber Braga (Psol-RJ) e pede que o decreto que autoriza a exploração mineral da região por empresas privadas seja anulado.
Mais cedo, acolhendo uma ação popular, o juiz federal Rolando Spanholo, da 21ª Vara do Distrito Federal, suspendeu qualquer “decreto de lei atual ou que venha a ser editado que autoriza a exploração da Renca”. O magistrado entendeu a legislação não pode ser alterada sem aprovação do Congresso Nacional. O governo alega que a normatização sobre a exploração de recursos minerais não integra a legislação ambiental. No entanto, o jurista lembrou em sua decisão que o artigo 225 da Constituição Federal determina que todos que explorem esses recursos minerais devem recuperar a área degrada.
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