Post de Obama sobre Charlottesville é o mais curtido da história do Twitter

Um tuíte feito pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama no domingo (13/8) havia recebido cerca de 3,2 milhões de reações no microblog até a manhã desta quarta-feira (16/8) e se tornou o post com mais curtidas na história do Twitter. Obama usou uma citação do sul-africano Nelson Mandela, para demonstrar a tristeza pelos ecos da violência racista no fim de semana, na Virgínia, onde um supremacista branco investiu com um veículo contra manifestantes contrários e matou uma mulher de 32 anos, além de ferir outras pessoas.

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Obama usou uma foto dele observando crianças de várias etnias por uma janela para publicar a frase do prêmio Nobel da Paz. “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, pelas suas origens ou pela sua religião”. Além desta postagem, Obama publicou outras mensagens sobre amor e ódio. “Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto”, escreveu o democrata. A postagem principal ultrapassou o comentário feito pela cantora Ariana Grande após o atentado durante show em Manchester, em maio, que tem mais de 2,7 milhões de reações.

Dois lados

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que primeiramente foi criticado por deixar de condenar explicitamente os extremistas de direita pelo episódio, se manifestou ontem novamente responsabilizou “ambas as partes” pelos incidentes de Charlotteville. A polêmica seguiu causando baixas na Casa Branca. Mais dois importantes executivos-chefes seguiram o CEO da multinacional farmacêutica Merck e renunciaram ao Conselho da Indústria, assessoria de alto nível formada pelo presidente Donald Trump, e foram acompanhados pelo líder da AFL-CIO, principal central sindical dos Estados Unidos. 
“Há dois lados em uma história”, disse Trump a jornalistas na Trump Tower, em Nova York, onde apresentava medidas para melhorar a infraestrutura. “Eu critiquei os neonazistas, mas nem todos os que estavam lá eram neonazistas ou supremacistas brancos”, prosseguiu. “O que dizer da ‘esquerda alternativa’, que atacou a ‘direita alternativa’, como vocês dizem? Eles não têm nenhuma parcela de culpa? Eu acho que sim.” Questionado sobre a demora em pronunciar-se sobre os incidentes, o presidente alegou que preferiu “não fazer uma declaração apressada”.
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