Putin pede diálogo com Coreia do Norte e diz que sanções não têm funcionado

WU HONG/AFP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou a Coreia do Norte por seu mais recente teste nuclear, mas não apoiou mais sanções contra o país, após uma reunião nesta quarta-feira (6/9) com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na cidade russa de Vladivostok. Putin defendeu mais diálogo com a coreia do Norte, que realizou no domingo seu sexto teste nuclear.

“Nós não deveríamos nos render às emoções e empurrar Pyongyang para um beco”, afirmou Putin em entrevista coletiva após a reunião. “Como nunca, todos devem mostrar comedimento e se abster de adotar passos que levem a uma escalada e a tensões”, disse ele.

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Moon sustentou que os líderes concordaram em reduzir a tensão regional e “resolver rapidamente” os desafios de segurança representados pelo programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte. Antes da reunião dele com Putin, Moon disse que a situação poderia sair de controle se os testes de mísseis e nucleares da Coreia do Norte não fossem interrompidos.

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O presidentes sul-coreano pediu que a Rússia apoie sanções mais fortes, entre elas o corte no envio de petróleo, mas Putin mostrou preocupação com os prejuízos trazidos nesse caso à população norte-coreana, segundo Yoon Young-chan, porta-voz de Moon.
“Eu e o presidente Putin compartilhamos a visão de que a Coreia do Norte tem ido pelo caminho errado com seu programa nuclear e de mísseis e que o relaxamento das tensões na Península Coreana é uma questão urgente”, afirmou Moon durante entrevista coletiva Ele elogiou Putin e o governo russo pelo que qualificou como uma série de esforços para encontrar soluções diplomáticas para o problema norte-coreano.
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