Resolvido ‘mistério’ de sinal espacial: não são extraterrestres

ALMA/ESO/HUBBLE/Divulgação Galáxias IC NGC 2207 (e) e IC 2163, que recentemente passaram uma pela outra e foram flagradas pelo supertelescópio Hubble

Os astrônomos resolveram finalmente o mistério de sinais peculiares que chegam de uma estrela próxima, uma história que disparou a especulação pública de que se havia encontrado vida extraterrestre.
O sinal, que formalmente foi batizado “Estranho!”, era, na verdade, uma interferência de um satélite distante.
Os astrônomos haviam advertido que a hipótese de vida extraterrestre era uma das menos prováveis para explicar os sinais provenientes da Ross 128, uma estrela anã vermelha que está a 11 anos-luz de distância.
Para os especialistas, o verdadeiro mistério foi que eles não podiam determinar naquele momento se os raios eram provocados por uma atividade estelar incomum, por emissões de objetos de fundo ou por interferência de comunicações satelitais.
“No entanto, muitas pessoas estiveram mais interessadas na possibilidade de que estes sinais fossem uma prova potencial de transmissões de uma civilização extraterrestre”, escreveu na sexta-feira em um blog Abel Mendez, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo, ao revelar a verdadeira natureza destes sinais.
Depois de alimentar a especulação ao convocar os especialistas mundiais na busca de vida em outros lugares do universo – O Centro de Pesquisa SETI de Berkeley, na Universidade da Califórnia – a equipe divulgou a sua conclusão. 
“Estamos agora confiantes sobre a fonte do sinal ‘Estranho!'”, Escreveu Mendez.
“A melhor explicação é que os sinais são transmissões de um ou mais satélites geoestacionários”, explicou.
Estes sinais só apareceram em volta da Ross 128 porque esta está localizada “perto do equador celestial onde muitos satélites geoestacionários foram colocados”, acrescentou.
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