Segunda fase de operação contra pedofilia na internet ocorre em 14 estados

Tânia Rêgo/Agência Brasil - 3/7/17 Ação ocorreu em 51 municípios de 14 estados

Uma investigação contra a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet coloca a Polícia Federal (PF) nas ruas novamente nesta terça-feira (25/7). A segunda fase da Operação Glasnost, nome em referência ao termo russo que significa ‘transparência’, reúne cerca de 350 agentes federais para cumprir 77 ordens judiciais em 51 municípios de 14 estados brasileiros. A primeira fase ocorreu em novembro de 2013, quando foram cumpridos 80 mandados de busca e prisão e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil.
De acordo com a Polícia Federal, do total de mandados judiciais, 72 são de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à força para depor. Os estados onde ocorrem as buscas são: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.
Em novembro de 2013, a PF conseguiu identificar e prender diversas pessoas suspeitas de abuso sexual, além de resgatar vítimas, com idades entre 5 e 9 anos. A investigação foi iniciada com base no monitoramento de um site russo, que era utilizado por pedófilos em todo mundo como um “ponto de encontro”, conforme afirmou a PF em nota. “Resultou na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, diversas crianças vítimas de abuso”, diz a PF no texto.

Casos identificados

Antes da segunda fase, realizada hoje, a PF cumpriu medidas urgentes nas cidades de Osasco (SP), Presidente Prudente (SP), Porto Alegre (RS), Vila Velha (ES), Jundiaí (SP), Praia Grande (SP), Campo Grande (MS) e Cachoeira do Itapemirim (ES). As ações foram possíveis por conta da identificação de casos concretos de abusos sexuais contra crianças.
A investigação apontou que os suspeitos produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior. 
Segunda fase de operação contra pedofilia na internet ocorre em 14 estados
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