Suspeito de ataque com carro nos EUA tinha ‘crenças radicais’

Albemarle County Jail / AFP

O supremacista branco suspeito de jogar o seu carro contra uma multidão de manifestantes no fim de semana, deixando uma mulher morta, é um soldado frustrado que admirava abertamente Adolf Hitler enquanto estava no Ensino Médio, segundo pessoas próximas. 
Professores e familiares de James Fields, que nesta segunda-feira teve a liberdade sob fiança negada por um tribunal da Virgínia, era visto como um jovem reservado, mas que não tinha medo de expôr suas opiniões sobre a supremacia branca.
Uma foto de Fields, de 20 anos, tirada na marcha de sábado o mostrava carregando símbolos atribuídos a uma organização racista, de acordo com o Southern Poverty Law Center, que monitora grupos de ódio americanos.
As opiniões de Fields eram conhecidas por Derek Weimer, seu ex-professor na Randall K. Cooper High School, em Kentucky, que declarou que outros professores também estavam preocupados com o quieto estudante que tinha “crenças muito radicais”.
Ele era muito interessado por táticas militares, especialmente a utilizada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, disse Weimer.
“Ele sabia muito sobre o nazismo. Ele realmente tinha uma afeição por Adolf Hitler”, afirmou à CNN.

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“Ele frequentou uma boa escola. Viveu em uma boa vizinhança. Havia gente suficiente ao seu redor para tentar guiá-lo na direção correta. Meu primeiro sentimento é que falhamos. Eu falhei”, declarou Weimer em uma entrevista separada à rádio pública de Ohio WVXU.

Familiares de Fields disseram que seu pai morreu antes de ele nascer e que sofreu com a falta de uma figura paterna, enquanto outros estudantes disseram à mídia americana que ele tinha dificuldades de fazer amigos na escola.
Fields se alistou para o Exército americano em agosto de 2015, logo após se formar, mas foi liberado quatro meses depois “devido à incapacidade de cumprir com os padrões de treinamento”, disse o Serviço em declaração.
O jovem e sua mãe, Samantha Bloom, se mudaram de Kentucky para um local próximo a Ohio nos últimos meses, assinalou Bloom aos repórteres, aparentemente surpresa por saber que seu filho foi preso por matar Heather Heyer, de 32 anos, em Charlottesville no sábado.
GETTY IMAGES / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP O carro utilizado pelo suposto assassino

 

O site TMZ disse ter obtido registros da polícia de Kentucky que mostram que Bloom chamou os oficiais por seu filho ter um comportamento ameaçador e violento com 13 e 14 anos.
Bloom disse ao jornal Toledo Blade que seu filho comentou que ia a um comício da “direita alternativa” na Virgínia, usando um termo que inclui Ku Klux Klan, neonazistas e nacionalistas brancos.
“Achei que tivesse algo a ver com Trump”, declarou a mãe ao jornal, acrescentando que não sabia sobre a natureza extremista do evento.
“Tento ficar de fora de suas visões políticas”, confessou.
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