Trump faz discurso contra a imprensa e se defende de acusações de racismo

Ralph Freso/Getty Images/AFP O presidente dos EUA, Donald Trump, no Centro de Convenções de Phoenix

Encurralado por sua reação ambivalente à violência racial em Charlottesville, na Virgínia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma estratégia defensiva e acusou os meios de comunicação de manipularem comentários, além de promoverem a divisão no país.

As informações são da agência de notícias EFE. O presidente reapareceu após alguns dias com o perfil mais baixo em seu palco favorito: um comício para seus simpatizantes incondicionais, que lotaram o Centro de Convenções de Phoenix, no Arizona.
Trump falou de tudo, mas manteve o foco nos fatos ocorridos em 12 de agosto em Charlottesville, que lhe renderam muitas críticas de líderes de seu próprio partido e a rejeição do mundo dos negócios, com numerosas baixas em seus conselhos de assessoria formados por empresários, que ele acabou sendo obrigado a dissolver.
“O que aconteceu em Charlottesville é um golpe no coração dos Estados Unidos”, disse Trump, para, em seguida, tirar do bolso anotações nas quais tinha reunido todas as suas declarações sobre o tema, e com as quais tentou convencer seus correligionários de que condenou os fatos desde o princípio, evitando seus comentários mais polêmicos.
“Eu culpei os neonazistas. Os culpei com tudo. Mencionei os supremacistas brancos, os neonazistas. Citei todos eles, vejamos. O Ku Klux Klan, temos o Ku Klux Klan”, lembrou Trump, que acusou os meios de comunicação de ignorarem essas condenações e de citarem comentários seletivos para desacreditá-lo e aprofundar a divisão do país. Trump, no entanto, não repetiu seus comentários mais polêmicos, quando acusou igualmente os “dois lados” – antifascistas e neonazistas – da violência que resultou na morte de uma mulher em Charlottesville.
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Trump evidencia desejo de erguer muro na fronteira sul. A primeira visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à fronteira com o México, no estado do Arizona, nesta terça-feira, evidenciou o desejo do republicano de cumprir sua promessa de construir um muro fronteiriço, uma iniciativa que está paralisada no Congresso por falta de recursos.

Trump “está cumprindo com sua promessa ao povo americano de construir um muro para proteger a fronteira sul, e o Setor Yuma é um claro exemplo de quão efetivo pode ser o muro”, disse a Casa Branca em um comunicado. Durante a visita de três horas à cidade fronteiriça, que incluiu um percurso pelas instalações da Patrulha Fronteiriça do Setor Yuma, Trump teve a oportunidade de observar as operações rotineiras das autoridades migratórias.
Em sua visita, o presidente, que não fez declarações, esteve acompanhado por Thomas Homan, diretor-interino da Agência de Imigração e Alfandegária (ICE, sigla em inglês), que reiterou em declarações à imprensa a necessidade de que o Congresso aprove as verbas para construir o muro na fronteira com o México. “Precisamos de recursos para construir o muro fronteiriço”, enfatizou Homan em Yuma, onde a fronteira está dividida por um muro triplo de 9 milhas de comprimento, que Trump considerou um “modelo impenetrável” para frear o fluxo de imigrantes sem documentos e de drogas.
“O muro fronteiriço é um sucesso. Onde o muro foi construído, os números caíram. Menos drogas, menos imigrantes sem documentos atravessando, menos gente má entrando no país para causar danos”, assegurou Homan. Durante a visita, Trump teve a oportunidade de observar de perto os equipamentos modernos da Patrulha Fronteiriça, como drones MQ-9 Predator B, helicópteros Black Hawk e o avião Super King Air 350ER.
A visita de Trump à fronteira precede os debates no Congresso para aprovar o orçamento para 2018, no qual o presidente quer que sejam destinados recursos para a construção do muro fronteiriço. As autoridades migratórias assinalaram que as detenções de imigrantes sem documentos no Setor Yuma diminuíram 70% desde 2006, quando foram erguidas mais de 50 milhas de muro fronteiriço.
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