Ataques contra alvos na Síria ‘terminaram’, revela oficial dos EUA

AFP PHOTO / HO / SYRIAN GOVERNMENT'S CENTRAL MILITARY MEDIA(foto: Syrian Government's Central Military Media/ HO/ AFP Photo)AFP PHOTO / HO / SYRIAN GOVERNMENT’S CENTRAL MILITARY MEDIA (foto: Syrian Government’s Central Military Media/ HO/ AFP Photo)

  

Bases militares e centros de pesquisa científica em Damasco e seus arredores foram bombardeados na madrugada deste sábado, durante a operação militar conjunta de Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria, informou uma ONG.
“Foram registrados bombardeios ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores”, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Na região de Homs, aviões britânicos dispararam mísseis contra um complexo militar sírio, suspeito de abrigar substâncias para a fabricação de armas químicas, informou neste sábado o ministério da Defesa do Reino Unido. 
Quatro aviões tornado dispararam mísseis Storm Shadow contra “um complexo militar, uma antiga base de mísseis, a cerca de 24 km a oeste de Homs, onde se suspeita que o regime armazene substâncias para fabricar armas químicas”.

Ação conjunta

Os ataques à Síria foram ação coordenada entre os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, informou em comunicado que autorizou as forças armadas britânicas. May afirmou que, antes dos bombardeios, todos os canais diplomáticos foram utilizados, sem sucesso.
“Isso não se trata de intervir em uma guerra civil. Isso não é sobre mudança de regime. Trata-se de um ataque limitado e direcionado que não agrava ainda mais as tensões na região e que faz todo o possível para evitar vítimas civis. E enquanto esta ação é especificamente sobre dissuadir o regime sírio, também enviará um sinal claro para qualquer outra pessoa que acredita que pode usar armas químicas com impunidade”, destacou a premiê, que avaliou ser esta uma ação de interesse nacional.
“Não podemos permitir que o uso de armas químicas se normalize – dentro da Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer outro lugar do mundo”, concluiu. May afirmou ainda que um conjunto de informações, entre elas o serviço de inteligência, indicou o regime sírio como responsável pelo ataque químico na região.

Sem impunidade

Emmanuel Macron, presidente da França, afirmou que o país e aliados retomarão neste sábado (14/4) os esforços internacionais, por meio da ONU, contra o que chamou de “crimes” do presidente sírio, Bashar al Assad. O comunicado foi feito por nota oficial do governo francês, publicada minutos após o pronunciamento de Trump.
Para ele, os “fatos e a responsabilidade do regime sírio são indiscutíveis”. “Dezenas de homens, mulheres e crianças foram assassinadas com armas químicas, em violação do direito internacional e as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, disse o presidente francês. Macron destacou que os ataques desta noite à Síria se limitaram aos “locais usados para a produção de armas químicas”. 
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse, em comunicado divulgado pelo governo, que o país apoia a decisão dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França em relação ao ataque na Síria.
“Apoiamos a decisão dos países de bombardear as estruturas que o regime de Bashar al-Assad utiliza para atacar seu próprio povo com armas químicas”, diz o comunicado de Trudeau.
A ação militar ocorre uma semana depois de ONGs da Síria relatarem um ataque químico a civis na cidade de Douma, reduto rebelde próximo de Damasco, que teria deixado ao menos 70 mortos 
Com informações da Agência Estado. 
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