Esforços de busca e resgate após terremoto e tsunami da Indonésia chegam ao fim

Segundo os números oficiais, 680 pessoas estão desaparecidas, mas autoridades reconheceram que o número real pode chegar aos milhares(foto: AFP)Segundo os números oficiais, 680 pessoas estão desaparecidas, mas autoridades reconheceram que o número real pode chegar aos milhares (foto: AFP)

 

A busca por vítimas de um terremoto e um tsunami que devastaram a cidade remota de Palu, na Indonésia, há duas semanas, está chegando ao fim. Autoridades afirmaram que os esforços oficiais do governo de busca e resgate acabam nesta quinta-feira, 11, quando serão realizadas orações em alguns dos bairros mais afetados da cidade, como Balaroa, Petobo e Jono Oge.

No entanto, o porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Nugroho, disse que os trabalhos continuarão por mais um dia, após pedidos das famílias de desaparecidos. Ele afirmou que dois anos serão necessários para que a região seja reconstruída e recuperada.

A agência afirmou que o número oficial de mortos estava em 2.073 nesta quinta, e a maior parte das fatalidades foi registrada na cidade de Palu.

Segundo os números oficiais, 680 pessoas estão desaparecidas, mas autoridades reconheceram que o número real pode chegar aos milhares, já que centenas de casas foram engolidas para dentro da terra.

Segundo a organização Save the Children, pode haver até 1,5 mil crianças desaparecidas em decorrência dos desastres.

A chefe da organização, Selina Sumbung, disse que o fim das missões de busca será aceito com o “coração pesado”. “As crianças são particularmente vulneráveis em desastres, e pensar que muitas jamais terão a chance de crescer é de partir o coração”, disse Selina, em comunicado.

O governador de Sulawesi Central, Longki Djanggola, disse que o período de assistência após o desastre foi prorrogado por duas semanas, até 26 de outubro.

Nesta, quinta, bombeiros, soldados e outras funcionários reviravam escombros, nos últimos esforços para encontrar vítimas.

Além disso, queimaram entulho e algumas escavadeiras trabalharam nos emaranhados de escombros de edifícios. Equipamentos pesados não foram capazes de operar em bairros onde a terra virou lama, dificultando a busca, e muitos corpos se decompuseram para além do reconhecimento, devido ao calor tropical da região.

Pela costa de Sulawesi, trechos quilométricos foram destruídos pelo tsunami que se seguiu ao terremoto de 28 de setembro, arrancando casas de suas fundações, amassando caminhões e encalhando navios. Fonte: Associated Press

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