Este ano, 65% das mortes por influenza foram por complicações do vírus H1N1

Autoridades sanitárias discutem a possibilidade, caso sobrem doses, de a vacinação ser ampliada para crianças entre 5 e 9 anos e para adultos entre 50 e 59 anos(foto: Minervino Júnior/CB/DAPress)Autoridades sanitárias discutem a possibilidade, caso sobrem doses, de a vacinação ser ampliada para crianças entre 5 e 9 anos e para adultos entre 50 e 59 anos (foto: Minervino Júnior/CB/DAPress)

Um quarto do público-alvo ainda não se vacinou contra a gripe. Mais de 13 milhões de pessoas não procuraram as salas de imunização para se proteger. A campanha do Ministério da Saúde termina na próxima sexta-feira e a expectativa é que 54,4 milhões de pessoas sejam vacinadas. Roraima, Rio de Janeiro e Amazonas têm os piores índices. Fake news (notícias falsas) podem ter atrapalhado a campanha. Autoridades sanitárias discutem a possibilidade, caso sobrem doses, de a vacinação ser ampliada para crianças entre 5 e 9 anos e para adultos entre 50 e 59 anos.
Este ano, 65% das mortes por influenza foram por complicações do vírus H1N1. No total, 243 pessoas morreram e mais de 2,3 mil pessoas adoeceram por influenza. No DF, ocorreram 43 casos de H1N1 e 13 de H3N2. Nove pessoas morreram.
O Ministério da Saúde recomendou às secretarias estaduais que intensifiquem a imunização de crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades. Essa parcela da população tem maiores riscos de complicações quando adoecem. “É preciso que as pessoas consideradas do grupo prioritário se conscientizem da importância da vacinação e procurem os postos para se protegerem”, enfatiza a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúd e, Carla Domingues.
De 41,2 milhões de pessoas que procuraram os postos de saúde, o grupo com menor índice de vacinação é de crianças: entre 6 meses e 5 anos, a cobertura é de apenas 57,5%. Entre todos os públicos, somente  puérperas (mulheres que deram a luz até 45 dias), idosos, professores e indígenas ultrapassaram 80% de adesão.
Na capital federal, mais de 606 mil pessoas foram vacinadas — 81,9% do público-alvo. Essa é a segunda melhor marca do Centro-Oeste, atrás apenas de Goiás que vacinou todo o grupo prioritário. Somente quatro unidades da Federação ultrapassam 90% de cobertura vacinal (leia Balanço).
Ricardo de Melo Martins, especialista em doenças pulmonares e infecções respiratórias da Universidade de Brasília (UnB), acredita que as fake news (notícias falsas) comprometeram a adesão à campanha. “Sem dúvida esse tipo de conteúdo afasta as pessoas. Sofremos com o efeito da difusão das notícias falsas nas redes sociais. As pessoas aceitam muito esse conteúdo, o que o é preocupante”, destaca. A disseminação de notícias falsas obrigou o Ministério da Saúde a divulgar notas técnicas sobre a doença.
No ano passado, o Ministério da Saúde liberou, em medida inédita, a vacina para todas as faixas etárias. No final da campanha, 10 milhões de doses ainda estavam disponíveis. Como o imunobiológico muda a cada inverno, não pode ser reaproveitado em outras ocasiões. Em 2017, de 54,2 milhões de pessoas com direito a se vacinar, somente 76,7% (41,3 milhões) foram aos postos de saúde. Este ano, o índice está em 75%, segundo dados parciais.

Balanço

Veja ranking da cobertura vacinal contra a gripe
Estados que mais vacinaram
Minas Gerais
Estados que menos vacinaram
Rio de Janeiro
Fonte: Ministério da Saúde
Este ano, 65% das mortes por influenza foram por complicações do vírus H1N1
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