Ivanka Trump lançará em Lima plano para empoderar mulheres latinas

(foto: AFP / Mandel NGAN )(foto: AFP / Mandel NGAN )

Ivanka Trump, filha e assessora especial do presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (11) que durante a Cúpula das Américas, celebrada esta semana, em Lima, lançará um plano para dar maior poder econômico às mulheres latino-americanas.

A filha mais velha do presidente americano, que será oradora no Peru no encontro empresarial organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no contexto do evento hemisférico, anunciou que apresentará “uma nova iniciativa para impulsionar o empoderamento econômico das mulheres na região”.

“Falarei em um painel (…) para ressaltar a importância de promover o empoderamento econômico das mulheres nas Américas e no mundo todo através de uma associação público-privada”, disse a jornalistas.   

Ivanka Trump destacou as dificuldades das mulheres empreendedoras, que globalmente enfrentam um déficit de 300 bilhões de dólares em acesso a créditos, uma situação especialmente grave na América Latina, garantiu.

“Embora as taxas de participação feminina da força de trabalho na América Latina e Caribe tenham melhorado, passando de 44% em 1990 para 54% em 2014, as taxas de formação de empresas de propriedade de mulheres permaneceram baixas, apenas 12% de todos os negócios”, explicou.

Ampliar as oportunidades das mulheres é um dos temas centrais do trabalho de Ivanka Trump na Casa Branca.

A conselheira lançou no ano passado a Iniciativa Financeira de Mulheres Empreendedoras, um fundo em conjunto com o Banco Mundial. Em março apresentou a convocatória Women Connect Challenge da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que busca superar no mundo toda a brecha digital de gênero.

A empresária de 36 anos integrará, junto com seu marido Jared Kushner, também assessor do presidente, a delegação dos Estados Unidos à cúpula em Lima, que será conduzida pelo vice-presidente, Mike Pence, depois que Donald Trump cancelou sua assistência para acompanhar de perto a situação na Síria.

Um alto funcionário do governo americano disse nesta quarta-feira que, para Trump, não assistir à cúpula foi uam “decisão difícil”, mas que a iniciativa que será apresentada por sua filha em Lima “é um exemplo específico e tangível do compromisso do presidente com as Américas”.

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