Parlamento diz que Zuckerberg aceitou encontrar eurodeputados em Bruxelas

Zuckerberg estará em Bruxelas o mais rápido possível(foto: Chip Somodevilla/AFP)Zuckerberg estará em Bruxelas o mais rápido possível (foto: Chip Somodevilla/AFP)

Bruxelas, Bélgica – O chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, concordou em se reunir em Bruxelas com os eurodeputados que exigem seu comparecimento para explicar o uso de dados pessoais de seus milhões de usuários após o escândalo Cambridge Analytica – anunciou o Parlamento Europeu nesta quarta-feira (16/5).
Zuckerberg “estará em Bruxelas o mais rápido possível, espero já na próxima semana” para se encontrar com os presidentes dos vários grupos no Parlamento, explicou o presidente dos eurodeputados, Antonio Tajani.
A reunião será realizada a portas fechadas durante uma “conferência dos presidentes”, tradicionalmente realizada na quinta-feira, de acordo com uma fonte do Parlamento.
O Eliseu anunciou que o presidente francês, Emmanuel Macron, receberia Zuckerberg, além de 50 líderes de grandes empresas digitais, em Paris, na quarta-feira, 23 de maio.
Contactado pela AFP, o Facebook disse que a reunião no Parlamento Europeu seria uma oportunidade para “dialogar, ouvir seus pontos de vista e mostrar as medidas” tomadas pelo gigante da Internet “para melhor proteger a privacidade das pessoas”.
“Os nossos cidadãos merecem uma explicação completa e detalhada. Estou feliz com a decisão do sr. Zuckerberg de comparecer pessoalmente perante os representantes de 500 milhões de europeus. Um passo na direção certa para restaurar a confiança”, ressaltou Tajani.
Desde 20 de março e o escândalo Cambridge Analytica, o nome da empresa que inadvertidamente explorava os dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, Tajani convida o CEO do Facebook a se explicar perante os eurodeputados.
Mas Mark Zuckerberg, que testemunhou durante dez horas perante as autoridades americanas no mês passado, propôs inicialmente que fosse um vice-presidente que comparecesse perante os deputados europeus.
O medo de uma manipulação eleitoral por meio de informações pessoais recuperadas das redes sociais aumentou o escândalo Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016.
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