Trump diz que “adoraria” ser interrogado sobre eleições de 2016 e a Rússia

Saul Loeb/AFP

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (24/1) que estaria disposto a ser interrogado, sob juramento, pelo promotor especial, Robert Mueller, no âmbito da investigação sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições de 2016. “Eu adoraria fazer isso, e eu faria isso mais rápido possível”, declarou o republicano. “Eu faria isso sob juramento, absolutamente”, acrescentou, durante entrevista a jornalistas, na Ala Oeste da Casa Branca, segundo o jornal The Washington Post
Trump insistiu não ter feito nada errado. “Não houve conluio (com a Rússia) ou qualquer coisa. Não houve obstrução (da Justiça) ou qualquer coisa”, garantiu. O magnata insistiu que os esforços para se defender contra alegações nocivas foram distorcidos. “Você luta de volta, e é obstrução?”, ironizou. De acordo com o Post, nos últimos dias, a equipe de Mueller demonstrou a intenção de inquirir Trump sobre as demissões do conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, e do diretor do FBI (a polícia federal americana), James Comey. Os promotores também pretendem descobrir se o presidente pensou em exonerar o procurador-geral, Jeff Sessions, de quem recebeu críticas publicamente. 
Na terça-feira, a imprensa norte-americana divulgou que assistentes de Mueller tinham sabatinado Sessions, o primeiro membro do gabinete de Trump a ser inquirido, e Comey. Os detalhes dos depoimentos não foram revelados. As declarações de Trump sobre um possível interrogatório sob juramento pegaram assessores de surpresa e se deram no momento em que advogados da Casa Branca negociavam os termos do interrogatório. Os representantes jurídicos de Trump têm insistido que o presidente não faça comentários no Twitter ou a jornalistas sobre a investigação de Mueller. Especialistas acreditam que o promotor especial deve indiciar, nos próximos meses, Jared Kushner, genro e conselheiro do magnata.
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